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Carlos Cortes critica falhas processuais que impedem a atribuição de médicos de família

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) considera “inaceitável a ausência de procedimentos concursais para a colocação dos médicos recém especialistas quando o país atravessa enormes carências” no Serviço Nacional de Saúde.

“É incompreensível que 700 mil portugueses continuem sem médico de família quando simultaneamente temos 320 recém especialistas em Medicina Geral e Familiar a aguardar a abertura de concurso”, afirma Carlos Cortes, presidente da SRCOM.

Trata-se de uma “falta de consideração e uma desmonstração de grande insensibilidade do Ministro da Saúde, não só para com os profissionais de saúde mas também para com os doentes”, frisa Carlos Cortes.

É uma situação “inadmissível” que exige uma atuação urgente com a “colocação imediata não só dos médicos de Medicina Geral e Familiar mas também dos médicos da carreira hospitalar que se encontram na mesma situação”.

O atraso nos concursos é “completamente injustificável, desrespeita os profissionais de saúde que são confrontados com condições e perspetivas instáveis e incentiva ao abandono do SNS. O Ministro da Saúde está, com esta política concursal, a desperdiçar várias centenas de médicos que podiam resolver no imediato e em grande parte a atual falta de médicos de família a nível nacional. O impacto negativo desta ausência de concurso é também um total desrespeito para com os doentes, que não podemos aceitar”, conclui Carlos Cortes.

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