CIM Serra da Estrela aprova moção contra encerramento de balcões da CGD

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A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) aprovou, ontem, por unanimidade uma moção contra o encerramento dos balcões da Caixa Geral de Depósito (CGD), com os municípios a admitirem rever os relacionamentos comerciais com este banco.

“Caso a CGD persista na continuidade deste processo enfermado pela falta de equidade, transparência, racionalidade e respeito institucional, ponderam os municípios da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, sem prejuízo de outras ações, suscitar a revisão dos respetivos relacionamentos comerciais com o banco público”, refere o documento a que a CentroTV teve acesso.

A moção adianta que a decisão da CGD não está fundamentada em “critérios objetivos, universais e transparentes”, e questiona a “transparência do processo”, dado que apenas foi divulgada a intenção de encerrar 180 agências nos próximos três anos, mas sem que tenham sido divulgados “os critérios para definição da lista e dos timings aplicáveis”.

“A CGD não atendeu às especificidades dos territórios de baixa densidade nem acautelou o princípio da equidade, ignorando questões como a inexistência de alternativas, o perfil demográfico dos territórios afetados ou o contexto socioeconómico, o que revela total divergência face à estratégia nacional de coesão territorial e às políticas públicas de valorização do Interior”, frisa.

Entretanto, a Mesa da Assembleia da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) também  vem manifestar o seu “mais veemente protesto” relativamente ao encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos em Almeida, no Distrito da Guarda.

“Não pode este ou qualquer outro governo, como não podem as instituições governamentais e os partidos políticos em geral, falar da importância de ‘discriminar positivamente o Interior do país’ e depois retirar a esses territórios os serviços que mais falta lhe fazem. Ou simplesmente desprezar com displicência as pessoas destes territórios”, adianta o comunicado assinado pelo presidente da Assembleia, Mário Jorge Branquinho.

“Governar é criar condições para o bem-estar das populações, com os custos que daí advém. E sendo a Caixa uma entidade pública, caberá ao governo desenvolver esforços no sentido de sensibilizar a gestão para se criar a exceção necessária sem por em causa qualquer projeto de recuperação desta entidade bancária”, refere ainda aquela entidade.

Nestes termos, a Mesa da Assembleia da CIM-BSE “repudia esta insensibilidade com que é tratada uma parte significativa da população e junta-se à justa reivindicação da população de Almeida, a quem tanta falta faz este serviço público, independentemente do volume de negócio em causa. Simultaneamente apela ao Senhor Presidente da República e ao Senhor Primeiro Ministro, que criou inclusivamente uma Unidade de Missão para a Valorização do Interior do País, para que atendam esta justa reivindicação da população de Almeida”.

A CIM-BSE é constituída por 15 municípios: 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Mêda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e por três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).

 

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