Manuel Machado pede urgência na requalificação do Centro de Saúde Fernão Magalhães

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O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, e a vice-presidente, Rosa Reis Marques, reuniram-se ontem, em dois momentos, com responsáveis regionais do sector da Saúde.

Em ambos os casos, Manuel Machado pediu máxima celeridade no sentido de evitar a perda dos fundos comunitários previstos, no Portugal 2020, para a construção do novo Centro de Saúde Fernão Magalhães.

“O que mais me chatearia, depois do esforço feito para a alocação de fundos comunitários, seria morrer na praia”, preveniu Manuel Machado, numa das reuniões, com o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, José Tereso, e o vogal da administração deste organismo, Mário Ruivo.

José Tereso e Mário Ruivo deram conta do andamento do processo que deverá conduzir à construção do futuro Centro de Saúde Fernão Magalhães, num terreno que hoje pertence à Segurança Social e tem funcionado como estacionamento automóvel.

O projeto já mereceu aprovação condicionada por parte de Direção Regional de Cultura do Centro e foi aberto concurso para as especialidades. Nesse sentido, prevê-se que a candidatura a cerca de 4 milhões de euros do Portugal 2020 será apresentada até junho. Foram ainda abordados aspetos relativos aos lugares de estacionamento e área de construção.

José Tereso informou ainda que, paralelamente, decorre um processo para melhoramentos nas atuais instalações do Centro de Saúde de Fernão Magalhães, um investimento de 150 mil euros que abrange desde as casas de banho, eletricidade, canalizações e ar condicionado. Mas esta questão não desvia Manuel Machado do objetivo principal: “O meu foco é o novo Centro de Saúde Fernão Magalhães. Se se perder agora a oportunidade [de utilização de fundos comunitários], não vai haver outra tão depressa”, sublinhou.

Na segunda reunião efetuada também hoje, Manuel Machado transmitiu esta mesma ideia, de que a prioridade é avançar com a construção do novo Centro de Saúde Fernão Magalhães, a Carlos Ordens, diretor do Agrupamento dos Centros de Saúde do Baixo Mondego.

Carlos Ordens solicitou a colaboração camarária num projeto que se prepara para lançar de apoio domiciliário a idosos. Manuel Machado respondeu que a câmara está a desenvolver um programa de apoio, por assistência telefónica, dirigido a todos os idosos isolados do concelho. Além disso, Carlos Ordens poderá contar com a colaboração das Comissões Sociais de Freguesia.

O diretor do Agrupamento dos Centros de Saúde do Baixo Mondego manifestou ainda apreensão com a sobrecarga das urgências hospitalares.

“É uma questão que vemos com preocupação”, concordou Manuel Machado. Na opinião do autarca, “é um problema não de Coimbra, mas de toda a região”.

“O Ministério da Saúde agiu ao arrepio do que a Câmara preconiza; foi um erro fechar as urgências dos Covões; a concentração nos HUC foi um disparate”, criticou Manuel Machado.

 

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