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54% dos residentes no Centro do país têm créditos ou cartões de crédito

O Observador Cetelem sobre literacia financeira quis perceber qual a tendência entre os portugueses no acesso a financiamento.

As conclusões vão ao encontro do que tem vindo a ser comunicado pelos reguladores e noticiado pelos meios de comunicação social: cresce o número de pessoas com créditos subscritos. Assim, 54% dos residentes no Centro de Portugal confirmam ter créditos, seja para fazer face a despesas inesperadas ou para projetos de vida que necessitem de um maior investimento financeiro. Quando questionados sobre as finalidades dos seus créditos, os motivos mais referidos foram a compra de casa (30%), de carro (15%), mobiliário (11%), férias (10%) e saúde (8%).

Questionados quanto a quem pediriam um empréstimo, em caso de necessidade, 39% dos inquiridos pelo Observador Cetelem Literacia Financeira admitem socorrer-se em primeiro lugar junto de familiares, mas também junto dos bancos tradicionais, com a mesma percentagem. As instituições de crédito especializadas são a terceira escolha dos residentes no Centro do país (7%).

“O aumento do número de portugueses que subscreve produtos de crédito pode significar que os consumidores se encontram novamente numa posição que lhes permite aumentar os seus índices de consumo, fruto da sua recuperação financeira, bem como da estabilidade laboral e maior confiança na economia a médio e longo prazo, comenta Leonor Santos, Diretora de Compliance e Jurídico do Cetelem.

No entanto, e face aos dados apresentados pelo estudo do Observador Cetelem, a responsável afirma que “é necessário, por um lado, que as instituições adotem cada vez mais práticas responsáveis na concessão, zelando pela saúde financeira dos clientes e dos portugueses em geral; e que os portugueses façam uma gestão cuidada do seu orçamento, um consumo responsável e sem excessos no que concerne a gastos”.

Em 2018, o peso das despesas mensais fixas regista um aumento e representa mais de metade do orçamento familiar para 34% dos portugueses. Tal significa mais 10 pontos percentuais que no ano passado. Estes valores têm maior incidência junto dos inquiridos entre os 35 e os 54 anos e residentes no Grande Porto e na Grande Lisboa.

Também diminuiu a percentagem de portugueses que já sentiu dificuldades em pagar as suas despesas mensais fixas. Face aos 59% registados em 2017, este ano apenas 40% dos portugueses revelaram sentir dificuldades no respetivo pagamento.

 

As respostas mostram ainda que 83% das pessoas efetuam os pagamentos das suas despesas antes ou dentro do prazo; 16% pagam antecipadamente; 34% no limite; e, 33% mesmo no prazo. Apenas 5% afirmam pagar depois do prazo.

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