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Av. Elísio de Moura em Coimbra vai ser requalificada para ser mais verde e segura

A Câmara Municipal (CM) de Coimbra está a preparar a requalificação dos separadores centrais da Avenida Elísio de Moura, que para passar a ser totalmente verdes, aumentando a zona permeável em seis vezes e duplicando o número de árvores e arbustos.

“A intervenção, que se insere também numa série de ações da autarquia para combater os efeitos das alterações climáticas, pretende ainda aumentar a segurança rodoviária e pedonal nesta avenida que atualmente tem espécies desadequadas ao local, que começam a levantar os lancis, a deformar o pavimento do separador e da via e as copas a invadir as faixas de rodagem e a afetar a visibilidade dos condutores”, refere a autarquia em comunicado.

 O estudo prévio para a requalificação dos separadores da Av. Elísio de Moura já foi concluído e aprovado.

“A intervenção prevê a substituição da atual espécie por outras mais adequadas (em dimensão e natureza) ao local que tem 1.90m de largura. Se por um lado os pinheiros mansos plantados há 15 anos vão atingir grandes portes incompatíveis com o separador central, desde a largura do tronco, à dimensão das copas e à queda da pinha para a via, por outro começam já a criar danos visíveis nos lancis e na faixa de rodagem em busca de oxigénio e água”, anuncia ainda a edilidade.

Frisando que é “também para evitar a repetição destas situações que o estudo elaborado pelos serviços municipais prevê que os separadores passem a ser totalmente verdes, contrastando com o pavé atual. Esta solução aumenta em seis vezes a área permeável e criará um maior conforto visual e acústico, transformando esta numa avenida mais verde”.

Já o número de árvores e arbustos vai ser mais do que duplicado de forma a ajudar a combater os efeitos das alterações climáticas, sendo que as espécies a plantar serão Casuarina equisetifolia, Liquidambar styraciflua, Cupressus sempervirens “strycta”, Laurus nobilis, Tamarix gallica, Teucrium fruticans, Hibiscus syriacus, Photinia x fraseri. Esta seleção teve em conta o porte, a forma das copas, a resiliência ao meio urbano e a eficiência em termos ambientais, como, por exemplo, a captação de contaminantes atmosféricos.

Recorde-se, ainda, que o presidente da CM Coimbra, Manuel Machado, “anunciou numa Assembleia Municipal no final de setembro um Plano de Arborização para 2019/2020, onde se prevê a plantação de mais de 2600 árvores no próximo ano e meio. Este plano de arborização visa a definição de uma estratégia, os critérios de seleção das espécies e a planificação para a plantação de árvores em Coimbra, a curto e a médio prazo”.

O objetivo passa por “aumentar, significativamente, o número de árvores a plantar no concelho e com esta ação ajudar também a combater os efeitos das alterações climáticas”.

O presidente da autarquia revelou que “está prevista a plantação de, pelo menos, 2630 árvores até ao final de 2020, sendo mais de 350 diretamente plantadas pela Divisão de Espaços Verdes e Jardins da CM Coimbra; outras 630 novas árvores estão previstas em empreitadas de requalificação do espaço público já em curso ou em fase de projeto; e 1650 árvores serão plantadas em alvéolos florestais, uma ação coordenada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil. Prevista está também a substituição de algumas árvores, à medida que se detete qualquer problema de estabilidade ou risco para os utentes da via pública”.

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