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“Casa da Sorte” é o primeiro estabelecimento reconhecido como “Loja com História” em Coimbra

O executivo da Câmara Municipal (CM) de Coimbra aprovou, na sua reunião de segunda-feira, o reconhecimento da “Casa da Sorte”, situada na Baixa da cidade, como “Loja com História”.

“O executivo municipal já tinha aprovado, na sua reunião de 20 de dezembro, a intenção de candidatura da ‘Casa da Sorte’, tendo a decisão sido submetida a um período de consulta pública de 20 dias. Esse período terminou sem que desse entrada na CM Coimbra qualquer sugestão ou participação pública sobre o processo”, adianta a autarquia.

A “Casa da Sorte” fui fundada em 1933, mas apenas iniciou o seu funcionamento em Coimbra em 1947. Fica nos números 81 e 83 da rua Ferreira Borges, na Baixa da cidade, e é o primeiro mediador de jogos sociais da cidade, contando com clientes de todas as idades, estratos sociais e profissões, tendo acompanhado várias gerações ao longo dos últimos 70 anos.

Ao longo da sua existência, foram também várias as figuras políticas e artísticas que se tornaram clientes assíduos da loja, entre os quais, por exemplo, o médico e escritor Adolfo Correia da Rocha, conhecido pelo pseudónimo Miguel Torga.

Segundo a análise técnica, este estabelecimento preenche todos os requisitos que lhe permitem obter a denominação de “entidade de interesse histórico e cultural ou social local”, tais como, a título de exemplo, a longevidade (que obriga ao exercício da atividade há, pelos menos, 25 anos), significado para a história local, função histórica, cultural e social, acervo próprio e existência como referência local, entre outros.

A “Casa da Sorte” é assim a primeira a conseguir o reconhecimento como “Loja com História”, sendo que, “até ao momento, já foram reconhecidas 12 repúblicas de estudantes e estão em análise técnica ou a aguardar a entrega de documentos outras cinco, bem como mais quatro lojas históricas”, refere ainda a edilidade.

Recorde-se que a CM Coimbra “aprovou, na reunião do executivo municipal de 5 de março de 2018, uma ficha de candidatura para a instrução de processos de reconhecimento e proteção de estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural ou social local, de forma a auxiliar os estabelecimentos ou entidades que pretendessem ver efetivado esse reconhecimento”.

O objetivo passa, “pois, por simplificar o procedimento, para que os estabelecimentos que se enquadrem nas categorias previstas na lei, entre eles as repúblicas de estudantes de Coimbra e as lojas com história, possam desencadear, com maior celeridade e simplicidade, o seu processo de pedido de reconhecimento como entidade de interesse histórico e cultural ou social local”.

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