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Concerto dos UHF abriu comemorações da Crise Académica de 1969 em Coimbra

O programa de Comemorações dos 50 Anos da Crise Académica de 1969 iniciou-se, ontem à noite, com o concerto “UHF – A Herança do Andarilho”.

O espetáculo está incluído no ciclo “Somos Livres”, que se realiza no Convento São Francisco, uma iniciativa que convoca a memória dos combates travados em nome da liberdade, através de concertos, teatro e fotografia.

A voz inconfundível de António Manuel Ribeiro, acompanhado por António Corte Real (na guitarra), Ivan Cristiano (na bateria), Luís Simões (no baixo) e Fernando Rodrigues (no teclado), trouxeram ao grande auditório do Convento São Francisco “A Herança do Andarilho”, um tributo a José Afonso, que foi o mote para o início das comemorações oficiais dos 50 anos da Crise Académica de 1969.

No final do concerto, o presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Manuel Machado, o presidente da direção-geral da Associação Académica de Coimbra, Daniel Azenha, a vice-reitor da Universidade de Coimbra, Delfim Leão, e a vereadora da Cultura da CM Coimbra, Carina Gomes, foram ao backstage cumprimentar a banda liderada por António Manuel Ribeiro.

O ciclo “Somos Livres” inclui também a exposição “Memorial de uma inscrição”, um trabalho do fotógrafo Virgílio Ferreira em torno da memória “dos lugares da cidade de Coimbra associados aos movimentos de oposição política e cultural à ditadura do Estado Novo”, que pode ser visitada até 30 de junho no Convento São Francisco.

A coreógrafa Né Barros apresenta “Revoluções”, amanhã, um espetáculo com a participação da Digitópia e do coletivo Häarvol, que cruza coreografia, instalação, imagem e música para criar “dispositivos para um corpo em revolta, enquanto se abrem imaginários que nos permitam viver as revoluções e as suas multiplicidades”.

A 30 de abril, o Teatro Experimental do Porto (TEP) apresenta os espetáculos “O Grande Tratado de Encenação” e “A Tecedeira que Lia Zola”, às 19h00 e às 21h00, respetivamente. Em “O Grande Tratado de Encenação”, o TEP constrói uma situação “onde três jovens projetam a invenção de um país que ainda não existe”. Já em “A Tecedeira Que Lia Zola”, o espetáculo desenrola-se nos anos 1970 em Portugal, em que jovens “burgueses, urbanos e letrados” abandonam os estudos e rumam em direção às fábricas e aos campos para fazerem “a revolução cultural”.

Ainda no âmbito do ciclo, a 18 de maio, André Gago & The Beat Hotel Band apresentam um espetáculo centrado na geração de poetas norte-americanos dos anos 1950, conhecida por “Beat Generation”, e, a 21 de junho, Pedro Jóia apresenta um concerto de homenagem a José Afonso.

O ciclo conta ainda com a estreia de “Crise de 69 – O Ano em que sonhámos perigosamente”, um trabalho em torno das “micronarrativas” da crise académica do encenador Ricardo Correia, com apresentações a 13, 14 e 15 de junho.

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