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Mário Jacques leva ao Exploratório a História do Rock’n’Roll

As Conversas não Programadas estão de volta ao Exploratório esta terça-feira, 11 de fevereiro, às 18h00.

O músico Mário Jacques propõe-se passar em revista a História do Rock’n’Roll, numa sessão destinada a quem quer saber um pouco mais sobre esta linguagem musical que começou a conquistar o mundo nos anos 50 do século XX. Entrada livre.

 Esta terça-feira, dia 11 de fevereiro, entre as 18h00 e as 19h00, o ciclo Conversas não Programadas está de volta ao Exploratório para passar em revista a História do Rock’n’Roll, numa sessão a contar com a presença do músico Mário Jacques. Para todos os que são fãs e conhecem os muitos caminhos de uma linguagem musical que entrou na história da música em meados do século XX, mas também para os que querem saber mais um pouco.

Para quem acredita que as coincidências são sempre um pouco mais do que apenas coincidências,1953 é um ano particular. Que o diga o músico Mário Ramos, Jacques de seu nome artístico, nascido em Viana do Castelo exatamente no ano em que o Rock’n’Roll entrava pela porta grande na história da música.

Já em Coimbra, cidade que resistia à ditadura, também do ponto de vista da arte que se fazia, sobretudo nos organismos ligados ao associativismo académico, o jovem Mário depressa percebeu que a música seria o seu caminho, iniciado em palco logo aos 13 anos e que acabou também por condicionar o curso de engenharia, que não chegou a terminar no Politécnico de Coimbra.

Na música foram as teclas que levaram a melhor. E Mário Jacques, que se assume o “primeiro punk” de Coimbra e “um dos primeiros” em Portugal, tocou desde então em 48 bandas, contabilizando mais de 4000 apresentações ao vivo. Destas, o destaque do músico vai para a Modus Vivendi, considerada a “melhor banda” de Coimbra e “uma das melhores” do país.

No meio musical, as referências de Mário Jacques repartem-se de José Cid (com quem chegou a tocar e de quem é amigo) a Tó Zé Brito e muitos outros artistas. O ensino tem sido também uma das apostas ao longo de todo o seu percurso, tendo introduzindo jovens e menos jovens ao mundo dos teclados.

Músico em Coimbra, não passou naturalmente ao lado da Queimas das Fitas, tendo pisado o palco da festa grande dos estudantes em seis edições, apresentando-se logo na primeira edição depois da restauração das tradições académicas, onde se cruzou com o maestro Shegundo Galarza. Com a banda Heróis do Bar, Mário Jacques inaugurou o Parque da Canção de Coimbra.

Numa carreira que se estendeu a Espanha e França, Mário Jacques foi considerado um dos cinco melhores teclistas europeus e ainda, em dois anos, o melhor teclista nacional. Foi galardoado com dois prémios internacionais a solo: em Paris (1974) e Barcelona (1977). Continua a tocar em algumas bandas e a fazer uma das coisas de que mais gosta: ensinar música.

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