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Ministro da Defesa diz que há interesses empresariais em torno dos fogos

Ministro da Defesa afirma que há interesses empresariais em torno dos fogos rurais e avança que, em breve, deverá anunciar a vinda para Portugal do Centro de Formação para Helicópteros.

“É evidente que há interesses empresariais muito significativos em torno dos incêndios rurais. Aquilo que verificamos ano após ano após ano é que há uma enorme disfuncionalidade e os interesses públicos são muito difíceis de assegurar”, reconhece João Gomes Cravinho.

Nas comemorações do Dia da Força Aérea, em Viseu, o ministro avançou que o Governo está a trabalhar “em dois caminhos paralelos: por um lado, assegurar as necessidades para 2019 e, por outro, criar circunstâncias para que, no futuro, o Estado tenha capacidade própria para combater os incêndios rurais”.

Há, portanto, no seu entender, um trabalho para “uma mudança de paradigma”, que vai demorar “vários anos”. Enquanto isso, “estamos a criar condições, utilizando todos os meios ao dispor do Estado para que os interesses públicos sejam assegurados”, garantiu.

O ministro da Defesa garante que, quando os meios aéreos forem necessários, estarão prontos a avançar.

“Podem ter a certeza que os meios aéreos necessários estarão lá, à disposição dos portugueses para o combate aos incêndios quando forem necessários”, afirmou aos jornalistas.

“Neste momento, felizmente, não tem sido necessária a plenitude dos 60 meios inicialmente previstos para esta fase, mas quando for necessário com certeza que os meios lá estarão”, reforçou.

Na opinião de João Gomes Cravinho, “a mudança de paradigma passa, sobretudo, pela aquisição de meios próprios, porque senão todos os anos teremos a mesma situação, em que se utilizam subterfúgios permitidos pela lei para adiar a colocação ao dispor dos meios aéreos e não podemos estar nessa contingência”.

“Não podemos estar numa situação em que não controlamos os ‘timings’ dos tribunais, não sabemos que recursos vão, de forma mais lícita ou menos lícita, ser interpostos por empresas e, portanto, vamos constituir capacidade própria do Estado para defender os portugueses, porque é disso que estamos a falar”, insistiu ainda.

 

Fonte: Renascença

Comentários (3)

  • João Tilly

    1 Julho, 2019

    O principal interesse é a distribuição anual de 1000 milhões de euros pelas empresas e organismos que combatem o fogo.

  • Manuel Mota

    3 Julho, 2019

    Ja vem tarde mas mais vale que nunca, todos os anos e a mesma coisa.
    Ha muitos anos que os helis deviam estar na forca aerea portuguesa.

  • João Hipólito

    4 Julho, 2019

    Quando a força aérea portuguesa estiver apta a combater os incêndios florestais, os seus rivais vão criar empresas vocacionadas a criar fogos florestais a somar às que já existem noutros ramos.

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