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Verdes lamentam opção do Governo em implementar Metro Bus no ramal da Lousã

O partido Os Verdes lamenta a opção do Governo que apoia de criar o Metro Bus no ramal da Lousã, em vez de optar pela ferrovia.

“O governo ao aprovar, em Conselho de Ministros, a implementação do MetroBus, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego, no qual serão gastos 85 milhões de euros com recurso a fundos europeus, enterrou definitivamente o Ramal da Lousã”, adianta em comunicado enviado à CentroTV.

O anúncio “vem no sentido inverso à Resolução da Assembleia da República n.º 59/2017, que recomendava ao Governo a reposição urgente da mobilidade ferroviária no Ramal da Lousã”, frisam ainda Os Verdes.

Os Verdes “lamentam esta opção, que não passa de um sistema rodoviário em autocarro, não sendo a solução mais barata, nem a que melhor contribuirá para a mobilidade das populações dos municípios da Lousã, Miranda do Corvo e de Coimbra, ao contrário da ferrovia”, salientam.

O Ramal da Lousã foi “desmantelado para supostamente dar lugar à criação do Metro do Mondego, o qual depois de serem gastos mais de 100 milhões de euros nas obras realizadas, e cerca de 10 milhões na contratação de serviços rodoviários alternativos, nunca avançou, um claro embuste para os utentes conforme Os Verdes previam e se opuseram”.

A reposição, modernização e eletrificação do Ramal da Lousã, “pela qual a população e Os Verdes lutaram é a única solução para assegurar as necessidades de mobilidade das populações da Lousã e Miranda do Corvo, cerca de 50 mil habitantes, garantindo a sua ligação a Coimbra, com conforto e segurança, numa zona que, relembramos, tem características serranas, como ainda ao resto do país, assim como asseguraria o transporte de bens e mercadorias para fora da região, contribuindo assim para escoar a produção desta região, fixar e atrair pessoas e empresas”, sublinham.

O MetroBus “para além de ser uma machadada no ramal, que deixa de fora a Lousã e Miranda do Corvo da Rede Ferroviária Nacional é igualmente um modelo de mobilidade propício à sua privatização, com todas as consequências inerentes e um claro pronúncio do encerramento da Estação Nova, e a retirada dos carris entre esta estação e Coimbra B, num claro atropelo à mobilidade e ao despovoamento da baixa de Coimbra”, referem a concluir.

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