Costa mantém confiança na ministra e diz que falhas no SIRESP foram de “menor relevância”

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O primeiro-ministro, António Costa, considera que as falhas no sistema de comunicações de emergência SIRESP foram de “menor relevância” durante a fase crítica do incêndio de Pedrógão Grande.

O esclarecimento consta de uma resposta a 25 perguntas colocadas pelo CDS ao chefe do Governo.

António Costa admite que ocorreram problemas com o SIRESP, mas não representaram falhas críticas no dia 17 de Junho, quando deflagrou o incêndio.

“A partir das 19h38 [de 17 de Junho], apenas os operacionais com os terminais afiliados na estação base de Pedrógão Grande conseguiam falar com o Posto de Comando via rede SIRESP. O mesmo aconteceu para as restantes 4 Estações Base a partir do momento em que as mesmas entraram em modo LST, sendo estas falhas de menor relevância, considerando a área e o horário em que ocorreram”, afirma António Costa.

Explica que a zona do incêndio “é servida por um total de 16 Estações Base SIRESP. Todas as estações estiveram em permanente funcionamento, ainda que algumas em modo limitado/local”.

O primeiro-ministro “reafirma manter a confiança política na senhora ministra da Administração Interna”, Constança Urbano de Sousa.

António Costa acrescenta que tomou conhecimento “da ocorrência de vítimas mortais, às 22h03, de dia 17 de Junho”. Deslocou-se de imediato para o Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS), aí tendo chegado às 00h15, de dia 18.

Nesta resposta por escrito, o chefe do Governo adianta que “face aos indícios recolhidos no local na madrugada de domingo, o incêndio aparenta causa natural.”

“Foi entretanto instaurado um processo criminal, que se encontra em segredo de justiça, presidida pelo Ministério Público com a coadjuvação, nos termos da Lei, pelos órgãos de policia criminal, e no âmbito da qual se irão determinar a causa do incêndio e as demais questões relativas aos factos em investigação.”

A GNR só encerrou a estrada nacional 236-1 depois de tomar conhecimento da ocorrência de vítimas na sequência do incêndio, adianta António Costa. Até aí, os militares da Guarda não receberam qualquer ordem para fechar a via.

“Segundo a GNR, a estrada N236-1 esteve sempre aberta ao trânsito, até haver notícia dos trágicos e imprevisíveis acontecimentos ocorridos na mesma. Só após este momento foi encerrado o acesso à N236-1”, refere o primeiro-ministro.

De acordo com as informações da GNR, 33 pessoas morreram na EN 236-1 e outras 14 pessoas “terão falecido em estradas e caminhos de acesso à EN236-1, para a qual se dirigiriam em fuga do incêndio”.

 

Fonte: RR

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