Francisco vai ser o terceiro Papa a aterrar na base de Monte Real

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O Papa Francisco vai tornar-se hoje o terceiro pontífice católico a usar a base de Monte Real, a cerca de 40 quilómetros de Fátima, para uma peregrinação ao Santuário da Cova da Iria.

A viagem vai começar às 14h00 (hora de Roma, menos uma em Lisboa), no aeroporto de Fiumicino, seguindo o voo papal para Monte Real, onde tem chegada previstas para as 16h20 locais.

Ainda em Monte Real decorre a cerimónia de boas-vindas e, às 16h35, um encontro privado com o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

Às 16h55, Francisco vai fazer uma visita à Capela da Base Aérea, onde rezaram Paulo VI (1967) e João Paulo II (1991).

Paulo VI, primeiro Papa a visitar Portugal, chegou à Base Aérea de Monte Real, Concelho de Leiria, a 13 de maio de 1967, seguindo de imediato para Fátima, numa viagem que não incluiu qualquer passagem por Lisboa.

João Paulo II também utilizaria a base de Monte Real, aquando da sua segunda visita a Portugal, a 12 de maio de 1991, chegado do Funchal, para rumar a Fátima.

Quando o Papa polaco chegou a Monte Real, num avião da TAP, o coronel piloto-aviador Vítor Silva disse-lhe: “Paulo VI rezou na capela da base, teríamos muito gosto que Sua Santidade fosse à nossa capela rezar”.

Esta paragem não estava no programa da visita do Papa João Paulo II a Portugal (10 a 13 de maio de 1991), que incluiu uma ida aos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Tudo começou com um pedido do comandante da base a D. Januário Torgal Ferreira, na altura bispo vigário-geral castrense e capelão-mor das Forças Armadas.

O agora bispo emérito das Forças Armadas e Segurança confirmou à Agência ECCLESIA que depois desse pedido se dirigiu a D. António Ribeiro, cardeal-patriarca de Lisboa, a quem contou da solicitação feita pelo comandante.

“O cardeal Ribeiro disse-me para falar com o núncio [apostólico] e assim fiz”, referiu D. Januário Torgal Ferreira.

O relato dessa visita-relâmpago à capela da base aérea de Monte Real foi feito pelo jornal ‘O Centurião’, do Ordinariato Castrense de Portugal (nº 14/91 maio- junho; página 7); o cronista, padre Adelino F. Guarda, descreve o momento que “ficou positivamente marcado na história da Unidade e, particularmente, no coração e na mente” dos elementos da base que servem a Força Aérea Portuguesa.

Quando desceu do avião, João Paulo II “parecia um pouco fatigado”, mas depois do convite feito pelo comandante Vítor Silva, o Papa iniciou o percurso com “uma passada larga e vigorosa que impressionou quem o acompanhava”, descreve o padre Adelino Guarda.

Chegado à capela, o comandante mostrou-lhe o genuflexório onde rezou o Papa Paulo VI; por momentos, João Paulo II recolheu-se em oração.

Depois assinou o livro de honra da Unidade e concedeu a sua bênção apostólica aos militares e civis da base e de todos os que servem nas Forças Armadas Portuguesas.

João Paulo II benzeu também cerca de duas mil cruzes em madeira, com as inscrições ‘João Paulo II – /BA5/ -12/05/91’.

Após a saída da capela, o Papa polaco dirigiu-se para o helicóptero que o levou até Fátima.

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