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Criadores de vacas criticam reitor da Universidade de Coimbra

O presidente da Federação Portuguesa de Bovinicultores, Pedro Espadinha, critica a decisão da Universidade de Coimbra (UC) de retirar carne de vaca da ementa das suas cantinas.

Em declarações à Renascença, Pedro Espadinha deixa uma pergunta: “porque é que a Universidade de Coimbra não pondera deixar de utilizar automóveis”, que na sua opinião são bem mais poluentes.

“É com alguma estranheza que ouço uma pessoa que tem, com certeza, muita informação, tomar uma medida populista e tomar esta medida só pela popularidade dela. A primeira pergunta que eu faço é se, eventualmente, a Universidade de Coimbra não ponderará deixar de andar de automóveis”, questiona o presidente da Federação Portuguesa de Bovinicultores.

A Universidade de Coimbra vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020, anunciou esta terça-feira o reitor Amílcar Falcão.

Este será o primeiro passo para, até 2030, tornar a UC “a primeira universidade portuguesa neutra em carbono”, disse o reitor na cerimónia de receção aos estudantes.

“Vivemos um tempo de emergência climática e temos de colocar travão nesta catástrofe ambiental anunciada”, sublinhou, na sua intervenção, perante centenas de alunos.

A carne de vaca será substituída “por outros nutrientes que irão ser estudados, mas que será também uma forma de diminuir aquela que é a fonte de maior produção de CO2 que existe ao nível da produção de carne animal”.

Por ano, cerca de 20 toneladas de carne de vaca são consumidas nas 14 cantinas universitárias da UC.

O reitor Amílcar Falcão destacou também uma “política rigorosa contra o desperdício alimentar, promovendo a eficiência na utilização dos alimentos”, e a colocação de ecopontos e contentores para os vários tipos de resíduos nas residências universitárias.

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